Marmita Sônica
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Blog apimentado do DJ e agitador cultural Marmitex sobre música para comer e dançar com a alma. Da nu-disco ao fidget house, sempre com fome de groove. www.feliciomarmitex.com
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Menos FlyLo... mais Guizado!
09.03.10 23:316 comentários

guizado_Fabio_ahmad 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Como de praxe passamos o dia-a-dia olhando para fora do país atrás de novidades, sempre com fé na safra dos grandes pólos de gravadoras. Ansiamos por novas apostas da WARP e da DFA. Sabemos tudo do wonky bass do Flying Lotus e decoramos os charts do neo-acid. No entanto, recebemos material de vizinhos dentistas, estudantes, advogados, jornalistas e todo tipo de gente que nas horas vagas tira um som daqui e dali.

 

Damos certa atenção, pouca coisa. Mas sempre ficamos putos quando um revelação só emplaca gigs depois de turnês e lançamentos na "Zoropa" ou "USA-me". Que atire a primeira pedra o DJ brasuca que já remixou ou mashupou Lulina, Seletores de Frquência, Curumin ou Guizado. E este último merece muita atenção da cena eletrônica. O trompetista paulistano é um dos produtores mais criativos da música (eletrônica?) made-in BR.

 

Não é brincadeira. Gui Mendonça imprime a máxima ruidosa do abstract hip hop na base do Guizado, trazendo sólos irreverentes à la Miles Davis. Não dá para rotular sua música. Muito louco seria ver gravadoras apostar em edits do Soul One, Rulio (aka Juliani), Prztz, Glocal e Renato Cohen para a obra-prima do inquieto trompetista. Torcida não faltará.

 

Ah! Os canais de áudio de algumas faixas do Guizado estão abertos e diponivel para download aqui. Tem som dele no podcast especial de glitch hop no blog feliciomarmitex.

 

Flash Content
Guizado - Maya (mp3)

 

Flash Content
Guizado - Vermelho (mp3)

 

Flash Content
Guizado - Zonzo (mp3)

 

Flash Content
Guizado - Coloridos (mp3)

Categoria: Cena Eletrônica
Felicio Marmitex
Felicio Marmitex (marmitex86 @ gmail.com)
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Riva Starr comanda novo selo de house-comédia
08.03.10 19:182 comentários

Snatch! Records é a nova casa do DJ napolitano de fidget house Stefano Miele, mais conhecido por aí como Riva Starr - de quem você soube antes do debut aqui. O primeiro EP do selo vai trazer as faixas "Upside Down" e "Wait For More" do expoente produtor do underground de Berlim, David Keno. O disco sai em vinil e digital no dia 24 de abril.

 

Daniel Wittwer já fez história no tradicional selo alemão i220 e desponta pela Kindish, que é o braço techy da Get Physical. Recentemente, Keno assinou com a Ministry Of Sound para o remix de "Beachbal" do Nalin & Kane.

 

Saca só o climão divertido de suas faixas novas no viral divulgado pela crew do selo.

 

 

PREVIEW 2010

 

O selo tem a missão de revelar novos produtores de diversos lugares do mundo e nove EPs já estão programados para o ano de 2010. Do Donk Boys, da Suécia, até Horatio, da România. Também vai pintar uma inédita do Nôze, duo francês que cantou no hit "I Was Drunk" do álbum de estreia do Riva Starr.

 

Segundo o italiano Riva, "snatch" ou "snatching" é a expressão certeira para chamar o seu som bricolado. Outro que é calcado no revival pop da escola de Chicago House, Jesse Rose se refere a sua mistura como “twistting".

 

Ouça abaixo um preview de quatro faixas que vão sair pela Snatch! durante 2010.

 

Flash Content
- Snatch Records Preview 4 Releases (mp3)

 

1) 0':00'' - Donk Boys - "Mogrify"
2) 1':57" - Horatio & Freak Me - "Born in 1931"
3) 4':25" - Riva Starr - "Pump"
4) 6':41" - Rampon Tapia - "Insertion"

Chicago House – seu maior alicerce. Influenciado por diversos sons globais, ele gosta de chamar o seu jeitinho bricolado de produzir como “snatching”. Já Jesse Rose chama de “twist” e Laidback Luke de “mezcla”.
Categoria: Fidget House
Felicio Marmitex
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ONG agita festival de arte e política na Vila Madalena
03.03.10 18:231 comentário

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A ONG Acordem e Progresso, que tem como missão despertar o interesse público pela política no Brasil, organiza nesse sábado (6/3) o 1º Festival Acorde. O evento vai reunir shows de música, exposições de arte e uma série de atividades culturais. Com início às 14h e programado para acabar às 20h, o evento é gratuito e acontece na Praça Aprendiz das Letras (Rua Belmiro Braga, s/nº), espaço na Vila Madalena famoso pela atuação do Projeto Aprendiz.

 

Junto com o Festival Acorde está sendo lançado o blog que servirá como plataforma de divulgação para as atividades semanais da ONG, que vão desde cursos até cine-debates. As atividades terão início na semana seguinte do festival.

 

“O movimento não objetiva apontar erros ou atirar pedras neste ou naquele político ou partido, o foco está em evidenciar as iniciativas positivas que buscam a conscientização política e o engajamento dos cidadãos brasileiros de todas as matizes, na construção de um Brasil melhor, no presente”, garante o release do evento.


Em 2010, serão realizadas cinco edições do Festival Acorde, cada uma em um lugar diferente de São Paulo, com artistas e convidados que abordem questões políticas. Os destaques dessa primeira edição são a banda Família Gangsters, que faz o show de encerramento e o grafiteiro Mundano, que pinta um painel ao vivo no evento.

Categoria: Cena Eletrônica
Felicio Marmitex
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Disco para tocar na feirinha hippie
22.02.10 19:091 comentário

1213330894_flautista_menorNada como passar pelo interior ou litoral sem deixar de comprar algum badulaque na feirinha hippie no coração da cidade. Nestes locais é comum encontrar com músicos e artesões bolivianos e suas típicas flautas de bambu. Todos os músicos de rua vendem CDs de covers.

 

Os flautistas bolivianos também invadiram a Sé com sua música que é conhecida por funções terapêuticas. Mas se você morre de raiva desses estrangeiros de sons agudos, dance abaixo uma track de nu-disco para relaxar.... e ouvir flautas artesanais, é claro. Repare nos arranjos de sopros perto dos cinco minutos da faixa, que está na mixtape Chic Lik Trique.

 

Flash Content
The Embassy - Lurking (With A Distance) (Tensnake Remix) (mp3)

Categoria: Disco
Felicio Marmitex
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Promo: CDs do Drumagick
17.02.10 18:452 comentários

drumagick_dance_box_capa_frente Para o lançamento oficial do CD "Dance Box" nas pistas, o Drumagick fará set inédito de crack house no Vegas, mostrando influências e graves gordos do seu terceiro álbum de produções. O disco duplo vem recheado de tendências surpreendentes até mesmo para os fãs mais assíduos da dupla. Ouça o hit “Make It Rock”

 

A festa Xiliquê agiliza uma cópia do CD + VIP para as primeiras 8 pessoas que enviarem o nome para a lista (lista@xilique.com.br) - a partir de agora. Para entrar no club e retirar o disco, a pessoa premiada deverá levar seu RG + 5 kg de alimentos não perecíveis. O projeto mensal é beneficente e a ONG do mês de fevereiro é a Obreiros de Jesus, que ajuda cerca de 300 famílias da favela Vietnã, na zona Sul de São Paulo.

 

O CD duplo também estará à venda pelo preço promocional de 20,00 nos caixas do Vegas. Mais infos no blog da festa www.xilique.com.br.

 

Serviço:
Festa Xiliquê @ Vegas Club
Sexta, 19/02 a partir das 0h00

Pista Basement abre às 1h30
DJs residentes: Marmitex e Benjamin Ferreira
DJ convidado: Drumagick
Vegas Club – Rua Augusta, 765 – Centro – Consolação – Tel: 3231-3705
Entrada: R$ 30,00
Lista-promo: R$ 25,00 entra – lista@xilique.com.br (enviar nomes até 20h00 do dia)

Lista-especial c/ alimento: R$ 15 entra ou *30 consuma* (a escolha) – enviar nomes e levar 1KG de alimento p/ ter acesso a esta lista;

Felicio Marmitex
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Carnaval fino do DJ Rafa Moraes
15.02.10 02:573 comentários

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Tradicional trilha do carnaval brasileiro, o samba tem raízes na cultura africana que tem muito a ver com a música de pista underground. Desde os primórdios a disco music se valeu de extensas seções rítmicas afro. Ávido pesquisador de ritmos afro-brasileiros e eletrônicos, Rafael Moraes é DJ, produtor e percussionista. Na folia de 2010, Rafa leva seu repertório de bom gosto e cheio de batuques ao hotel DPNY, na praia do Curral em Ilhabela, São Sebastião. O groove-master invade a capital da vela no domingo de noite (14) e também ataca no pôr-do-sol na segunda-feira (15). Durante o ano de 2007 o DJ foi residente mensal do hotel beira-mar.

 

Aproveitamos o ritmo carnavalesco para desvendar um pouco da extensa bagagem do músico que anda feliz da vida por imprimir sua marca suingada no trio musical Nomumbah. Seu álbum "Love Moves" foi elogiado por ninguém menos que Little Louie Vega e alemães da nova safra deep (Henrik Schawz, Dixon, Atjazz). O projeto de future soul e deep house é o único brasileiro no casting da mítica Youruba Records, casa do DJ americano baseado na Grécia, Osunlade.

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Yoruba, ou Iorubá, é um idioma falado na parte oeste da África, principalmente na Nigéria e Togo. No continente americano, o iorubá também é falado sobretudo em ritos religiosos, como no Candomblé e Umbanda. A influência afro é uma realidade na sonoridade do Nomumbah, através dos batuques de Rafa.  Dá um play nos samples do álbum abaixo e confira a entrevista. Segura a carupé, ou melhor... a peruca.

 

Flash Content
Nomumbah - Dandaluna - Original Mix (mp3)

 

Flash Content
Nomumbah - Flora - Original Mix (mp3)

 

ENTREVISTA ALALAÔ

 

Marmita Sônica - Você já foi percussionista de músicos de diferentes estilos e quilates como Paula Lima, Elza Soares, Nando Reis e Rogério Flausino. Qual a vantagem de ser um músico na hora de discotecar?

 

Rafael Moraes - Eu acho que a vantagem de ser músico é a experiência que você traz na bagagem em lidar com público em geral. Ao montar o set list de um show, leva-se em conta as músicas mais fortes, os hits, o feeling em saber se é necessário alterar a rota caso o público esteja mais propenso a dança ou a escutar a banda. Isso funciona de uma maneira muito parecida quando se está discotecando. Existe uma vantagem que é saber mixar dentro da harmonia/melodia da música, escolher timbres que casem na hora de mixar além de saber cortar/compensar as frequências de uma maneira harmoniosa, coisas que se adquire com experiência em estúdio e em KMs rodados de noite também.

 

Marmita Sônica - Como andam os trabalhos atuais na percussão? Com quem está tocando?

 

Rafael Moraes - Atualmente estou muito focado em meus trabalhos autorais, portanto não tenho acompanhado nenhuma banda ou artista pois isso despende muito tempo em viagens, tours, etc... Trabalho no meu próprio estúdio produzindo remixes e faixas originais pelo Nomumbah, meu projeto com Ale Reis e André Torquato e também participando em remixes de artistas que me pedem para gravar e/ou programar bases. Atualmente estou trabalhando em um novo remix pra cantora Lisa Shawn e pro E-Man, autor da clássica "Its Yours".

 

Nomumbah2M.S. - Qual a influência percussiva que você injeta no Nomumbah?

 

R.F. - Eu funciono meio como um groovemaker, como dediquei boa parte da vida estudando rítmos diversos, não apenas folclóricos mas também jazz, soul, funk além de rítmos brasileiros, latinos e africanos. Na hora de produzir me foco na "cozinha", que no jargão musical significa baixo/bateria/percussão, ou seja, a seção rítmica. A percussão não precisa ser um solo virtuoso de congas, muitas vezes ela está completando os espaços vazios entre a linha de baixo e a bateria, e é isso que dá o molho, o balanço de um beat.

 

CHART CARNA 2010

 

A pedido do blog Marmita Sônica, Rafa Moraes selecionou cinco faixas que são a cara do carnaval de 2010, pelo batuque, pela animação. "As músicas flertam com rítmos brasileiros, não só o samba, e têm forte acento percussivo", garante:

 

1. Basement Jaxx - Samba Magic

2. Osunlade - Cantos A Ochun Et Oya


3. Eric Kupper - Latin Blues
4. Casa Forte [Joe Clausee's Spiritual Life Samba Remix] - Snowboy
5. Ritmo da Rua - Universal Love

 

AGENDA RAFA MORAES

20.02 - Urban Beats @ Sonique

21.02 - Aniver André Almada @ Club A (Sheraton Hotel)

23.02 - Deep @ Vegas Club (http://deep-podcast.blogspot.com)

Categoria: Deep House
Felicio Marmitex
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Lions vai desafiar top DJs a sair da mesmice
12.02.10 16:5325 comentários

Logo_LionsSe o conceito universal de 1917 que rege a associação Lions Club se refere à liberdade, inteligência, ordem, nacionalidade e serviço, a tradução que o novo nightclub do centro fará para a noite de São Paulo é calcada em discotecagens especiais de atrações nacionais. Curadoria astuta a serviço da nação hedonista do fervo.

 

Cinco anos depois de ajudar a revitalizar metade dos 3008 metros da rua Augusta com o Vegas, Facundo Guerra se junta a Cacá Ribeiro, que é responsável entre outras coisas por levar bem-nascidos ao glamour decadente da Av. São Luis no Royal. Os outros dirigentes leonísticos são Tibira, que viu graça no empoeirado açougue da década de 50 - hoje o bar Z Carniceria. E Augusto Arruda Botelho, conhecido pelo trabalho a frente do Clash Club - e cabeça por trás do membro Nessuno na sociedade fechada a.k.a. fórum do Rraurl.

 

O Lions Nightclub tem uma varanda com vista espetacular para o centro de São Paulo, mirando a Catedral da Sé, a Igreja das Almas, o Banespa e a Av. 23 de maio (fotos no DeepBeep40 aqui). Mas o alvo certeiro rola mesmo no "código de ética" interno da curadoria. Segundo Facundo Guerra, que tem mestrado e doutorado em ciências políticas pela PUC-SP (!), eles vão desafiar os domadores de cabine como você confere na entrevista abaixo. O clube de cavalheiros reloaded abre para o público no dia 25 de fevereiro. Cheers!

 

Marmita Sônica Li que os DJs farão apenas sets especiais, mostrando suas influências e lado-Bs. O que já pode falar sobre a programação?

 

Facundo – Analisando as programações atuais da cena de São Paulo, vimos que não há muito espaço para novos talentos, pois o underground é muito fechado. E os locais mais caros se limitam a oferecer os sets de sempre dos convidados. Estamos propondo sets de pesquisa, lançando um desafio para os DJs, no que chamamos de inversão de sinal de case. A quinta-feira será de música negra em geral, de funk até Chicago house, menos hip hop. A sexta será regada de hedonismo festeiro, ao invés de focar no preciosismo de repertório. O sábado será da 3Plus mostrando o lado b de seus artistas. As terças serão dos DJs e personas do rock tocando apenas jazz, blues e música latina.

 

M.S. Você e o Tibira gostam e sabem trabalhar bem com temas inusitados: Foi Las Vegas, depois o açougue e os neons. Agora, um clube de cavalheiros cem anos depois do seu surgimento. Como está sendo transportar essa cultura para os dias das redes sociais?

 

F. – A história dos clubes fechados remonta ao século XVI, passando pelos clãs, sociedades secretas, herméticas e filantrópicas. O Lions Club foi fundado na década de 1910. Na primeira metade do séc. passado até a década de 70 e 80, essas modalidades existiam com força. Na noite de São Paulo, tinha o Gallery por exemplo e um outro no Rio. Mas isso desapareceu nos anos 90, quando as redes sociais surgiram e hoje ganharam mais corpo. Os lugares fechados acabaram após as redes sociais. Estamos propondo o caminho inverso, um facebook real.

 

M.S. – Porque pensaram que essa releitura daria certo no circuito paulistano?

 

F. – A noite de São Paulo é conhecida pela sua diversidade e por ser democrática. Mas ao mesmo tempo, as pessoas procuram seus núcleos de amigos, acabam sempre se fechando. Decidimos institucionalizar os VIPs, que geralmente costumam ser determinados pelo hostess de forma aleatória para atender o público com mais conforto.

 

M.S. – Como vai funcionar a logística de membros?

 

F. – Cerca de 250 pessoas serão escolhidas por cada um dos sócios do Lions e vão ganhar carteirinhas de acesso VIP. Elas terão direito de ter quatro acompanhantes num único dia. A partir do quinto amigo, paga-se consumação mínima. Os desavisados vão para uma lista maior, mas não serão excluídos. Estamos escolhendo os membros pelo critério meritocrático, entre DJs, promoters, agitadores culturais, travestis, gays, héteros, playboys, undergrouunds... Nos baseamos no auge das cenas noturnas de Nova York e Paris, como no Studio 54 onde as pessoas de diferentes tribos conviviam em harmonia no mesmo espaço. Nós sócios, somos de territórios diferentes e que se completam. O público resultará disso.

 

M.S. – Seu tino jornalístico e o faro de colecionador de objetos do Tibira ajudam até que ponto nas concepções dos trabalhos?

 

F. – Ajuda bastante, mas não nos apegamos ao vintage, nem mesmo para uma linha estética datada. Gostamos apenas de revisitar clássicos, pois respeitamos o passado e achamos que esse é o caminho para se criar algo futurista. Hoje em dia é difícil criar uma estética totalmente nova. Olhamos para o lugar antigo e imaginamos como seria nos dias de hoje após ter sofrido as transformações do tempo. Quase que brincando de arqueologia. O Cacá Ribeiro também tem esse approach.

 

M.S. – Fale um pouco dos truques óticos na instalação do esquema 3D da pista?

 

F. – A parede traz projeções nos espelhos, onde triângulos viram pirâmides, circulos saem em formato de cones e etc, sem precisar usar óculos 3D. Quando viajo a cidades estrangeiras, a primeira coisa que procuro são as férias de ciências e planetários. Nestes eventos são apresentadas experiências óticas para crianças. Descobri esse efeito, que é originário do século XIX, em 2005 no Museu de Paris.

Felicio Marmitex
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Novo do Drumagick tem crack house
11.02.10 14:104 comentários

No meio de diversos samples, citações, referências e participações do álbum duplo "Dance Box", o Drumagick surpreende com um flerte inédito ao crack house. Os basslines de faixas certeiras para a jaca como "Make It Rock", "The Drummer" e "In The Club" são fortes e colocam o duo paulistano no hall do craquelento DJ Zinc, produtor inglês que acaba de lançar "Wile Out", mais um hit seu da nova estética com vocal da Ms Dynamite.

 

 

O Dynamite que colabora com os brasileiros é outro MC, mas a bomba é tão intensa quanto ao featuring do dono da Bingo Bass. "The Drummer", na qual o Drumagick conta com as rimas do Dyna, é um breakbeat garage bem britânico, diga-se. O hit "Make It Rock" injeta brasilidade no imaginário do crack house ("pós-fidget"), com picotes de samples de acordes em violão. "In The Club" traz o diálogo dos vocais da Zulu Nation (!) com baixos rasgados.

 

Flash Content
Drumagick - Make It Rock (mp3)

 

Flash Content
Drumagick - The Drummer feat. Dynamite MC (mp3)

 

Flash Content
Drumagick - In The Club feat. Zulu Nation (mp3)

 

Para quem quiser conferir um set só de pauladas de crack house, o Drumagick aproveita para destrinchar o novo gênero de house clássico que mistura baixos pesados vindos do d&b e também para fazer o lançamento do novo CD na pista durante a festa beneficente Xiliquê no Vegas. Anote aí: sexta-feira que vem, 19.02, no sound system do porão da Augusta. Mais infos do projeto abaixo.

 

Serviço:
Festa Xiliquê @ Vegas
Sexta-feira, 19.02 a partir das 0h00 (*porão abre às 01h30)
Benjamin Ferreira, Drumagick (crack house set), Marmitex

Preços: Lista promo - R$ 20 entra - lista@xilique.com.br (enviar nomes completos até 20h00 do dia) Com alimento não perecível: R$ 15 entra - ajude a ONG Obreiros de Jesus.

Vegas Club (Rua Augusta, 765 - Centro – Consolação - Tel: 3231-3705)

Categoria: Fidget House
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