Nas vésperas do agito de cinco anos da Made To Play, o patrão Jesse Rose colocou na cena outro label com sonoridades frescas. O Play It Down integra o calendário de comemorações da gravadora que inclui um livro, remixes colaborativos e coletânea dupla. A tiragem do subselo é limitada, mas tem glamour oldschool.
"Vamos distribuir apenas 200 cópias de vinil, sem assessoria de imprensa e pouca divulgação na web", contou Jesse na entrevista que fizemos em seu apartamento de Berlim no mês de junho. O inglês boa praça tem experiência na área de curadoria artística com a Front Room Records, que há mais de dez anos lança discos voltados para a cena de tech-house.
Mas mesmo não querendo fazer muito barulho, o primeiro lançamento do Play It Down é difícil de passar despercebido com o fanfarrão do Oliver $ no front. O remix "Bonus" é classudo e remete ao retorno da MDP ao berço de Chicago na recente trilogia "Sleep Less".
Na próxima edição da revista DJ Mag rola a entrevista com Jesse Rose na ítegra.
Hoje é uma data especial para o músico Laercio Schwantes Iório, que vai levar seu festejado projeto L_cio para a Mothership. O sábado do D-Edge é possivelmente a noite de São Paulo que mais tem a ver com a proposta musical de seu live act autoral.
"Estou bastante contente e fico honrado com o convite. Frequento a festa há uns seis anos e tenho lindas lembranças, principalmente das noites que tocaram Richie Hawtin (fui em todas), Ricardo Vilallobos e Cobblestone Jazz, que foi o melhor live que assisti até hoje", conta empolgado.
Flautista de formação e filho de uma das mais importantes pianistas de orgão litúrgico do Brasil, o talentoso produtor está em ascenção máxima no techno nacional, com mais de 10 lançamentos em netlabels de diversos países. Atualmente, ele coordena a Orquestra de Laptops de Santo André e produz faixas em parceria com a veterana Paula Chalup, entre outros.
Considerado o "Luciano brasileiro" por amigos pelo fato de usar melodias cristalinas, o projeto L_cio traz influências de suas antigas composições acústicas para as pistas. "Principalmente na construção melódica das minhas faixas, ainda usarei sonoridades de flautas tocadas por mim, mas isso são planos futuros", revela.
Segundo Jackson Araújo, "o excesso de copy/paste leva o mundo artístico de volta ao feito à mão". O jornalista de tendências convidou L_cio pela segunda vez para um desafio de produção musical no seu blog shhh.fm. Ouça abaixo o live-mix de piano-tech que resultou.
Handmade Piano by jacksonaraujo
"Hoje apresentarei um repertório novo e também faixas que já são conhecidas como 'Saravá' e 'Congada. 'Alegra-te Jovem' aparecerá de uma forma diferente, aguardem", garante L_cio que adora trabalhar com samples religiosos e poesia concreta na voz de sua namorada Karine, ou melhor DJ K_ri.
O marciano pop da house está de volta ao Brasil, ele que é querido por aqui desde que tocou na primeira edição do Skol Beats, entre outras gigs memoráveis. Desta vez festivais como Tribaltech e XXX colocam Curitiba e Belo Horizonte na rota verde.
Autor de hits safados com seus vocais hilários, basslines marcados e timbres sintéticos de outro planeta, o norte-americano apresenta novidades no case na mini-tour brasileira.
Green Velvet traz recentes pérolas que a Relief lançou para as pistas hedonistas como "Everybody Wants" e "The Case Of The Lost Jacksters". (Confira também "Turn It Up")
Ambas de 2009 e com frases grudentas, uma traz seu diálogo inédito com a MC da moda Kid Sister e "The Case" presta homenagem ao gênero jack house, um de seus alicerces e vírus onipresente na cultura eletrônica de Chicago que o cara ajudou a traduzir para o sintético anos 90.
Curtis Jones se destaca de forma acessível nos lançamentos mantendo certa crueza "low-fi de gueto" na criação de suas bases, em contra-ponto de super produção nas linhas melódicas. "The Case" traz influências nítidas de arranjos sofitsticado de funk 70.
Se, como eu, você perdeu o set do Derrick Carter, outro pioneiro de Chicago na Freak Chic da semana passada no D-Edge, pode separar um acessório verde para o dress e confortável tênnis jackster...
O site brazuca para gestão e divulgação de eventos/festas Dindong termina na próxima semana um concurso de fotografia cujo prêmio é um iPad Wi-Fi de 16GB da Apple. O ganhador terá a foto de sua autoria exposta no site e disponível para uso dos usuários em convites e e-cards profissionais.
Até 30 de agosto é tempo. A forma para participar é simples, basta se cadastrar e postar uma foto com o
tema “férias”. As imagens ficarão disponíveis para qualquer pessoa que
entrar no link do concurso.
Após avaliação do júri, o resultado será publicado na home do Dindong no dia 10 de setembro.
Mesmo com o frio do inverno atrasado em São Paulo, novas matinés domingueiras estão surgindo em climão de chill-in pós-almoço no Lions e Pandoro. Mas a boa nova da cena intimista vem agasalhar os órfãos de grooves ecléticos da música negra dançante. A clássica Sunday Sessions volta à ativa neste final de semana, invadindo os diversos cômodos da Casa 92.
Com Osunlade, Benji B, Timmy Regisford e Renato Cohen na história de seus convidados e com o glamour da visita de Gilles Peterson e Barbara Tucker em sua pista, a matiné musical se vale de um público fiel e, como dizem por aí, maduro.
Criada em 2005 pelo canadense Tim Adams e pelo paulistano Rafael Moraes, este no auge de seu programa Beats Eldorado na FM, sua desencanação permite misturas inusitadas de nujazz, funk, breaks, soul, afrobeat, disco, música brasileira e deep house.
“Como numa festa caseira, começamos escutando nossas músicas, mostrando nossos segredos até criar o clima de pista. Aí soltamos mais a mão...”, revela Rafael Moraes. “Poderiamos ter feito a festa dentro de um club, mas não é essa a atmosfera do Sunday Sessions”, completa o autor de elogiado set na última Freak Chic. Mais dessa entrê feita por e-mail, abaixo.
Na Casa 92 a Sunday Sessions vai dividir seus residentes em dois ambientes, entre os beats mais pesados e as raridades orgânicas. O inglês Roger Weekes, que já colaborou com Soul II Soul e acompanhou uma turnê do Jamiroquai, e o veterano Milton Chuquer, brasileiro que já tocou no restrito clube PM de Nova York, também fazem parte do time desde o começo. Confira abaixo o papo completo e prepare o seu kit de lã para domingo.
:: ENTREVISTA RAFAEL MORAES
Marmita Sônica – Como está a expectativa para o retorno do Sunday Sessions?
Rafael Moraes – Estamos felizes em retomar o Sunday Sessions, pois havia uma expectativa grande de amigos e freqüentadores que queriam de volta nossa festa aos domingos. Mas precisávamos de um local que se adequasse a nossa necessidade e que mantivesse o clima caseiro que sempre foi nossa marca, bons amigos, boa música, local agradável e alto astral. Poderiamos ter feito a festa dentro de um club, mas não é essa a atmosfera do Sunday Sessions.
Marmita Sônica – Quando foi a última edição?
Rafael Moraes – No ano passado nossas festas aconteceram mensalmente no Alameda, uma casa com um jardim externo e uma pista na parte inferior que tinha um clima muito especial. Participaram como convidados o DJ Simbad, parceiro de inúmeros artistas como Ron Trent e Karizma, Karsten John, dono do selo de Nujazz e House Music alemão Vinyl Vibes e Renato Cohen, que fizeram sets memoráveis. Além dos meninos do Urban Collectiv, que fazem uma ótima mistura de Soul, Funk e Rare Grooves. Nossa última edição foi em Dezembro.
Marmita Sônica – O que pode adiantar das próximas edições?
Rafael Moraes – Bom, encontramos um local (Casa 92) que vai resolver algumas questões que sempre foram importantes dentro da concepção da nossa festa e do que gostaríamos de oferecer ao nosso público. Agora teremos duas pistas, uma para Rare Grooves e Nujazz, e outra para os Beats mais pesados. Com isso poderemos ter convidados mostrando seu lado mais conceitual e de pesquisador e também DJs mostrando seu lado mais eletrônico. E com a área externa integrada com a pista de rare grooves manteremos o clima onde além de um bar com drink mais sofisticados pode-se dançar e fumar. Posso dizer que estamos bem próximos do nosso ideal que é um domingo regado a boa música, boa bebida e bom astral, onde todos divirtam-se juntos e comecem bem a semana.
Com a proposta de unir descontração, música eletrônica e responsabilidade social, a festa XIliquê celebra nesta sexta-feira a 10ª edição com a ação ambiental “Re:Lixo”.
Em conjunto com o Projeto Semente, a noite coleta na entrada do Vegas objetos de difícil decomposição na natureza. Serão recolhidos baterias usadas, aparelhos de celular e pilhas recarregáveis. Anotou?
“O Brasil produz 2,6 kg de
lixo eletrônico por habitante ao ano. Cerca de 1,2 bilhão de pilhas e 400
milhões de baterias de telefone celular. Os componentes eletrônicos contêm
chumbo, cádmio, arsênio e mercúrio entre outras substâncias tóxicas que, se
descartados como lixo comum, contaminam o solo e a água e são acumulados nos
organismos dos animais e do homem causando problemas que podem ser fatais”, explica
Fernando Papa, sócio-fundador da ONG Projeto Semente, em post no blog www.xilique.com.br.
Como de costume, a fotógrafa e persona Ida Feldman convidará o público da fila que estiver com os materiais em mãos para clicar fotos inusitadas.
Quem aderir a causa terá desconto especial. Depositando um ou mais objetos no posto coletor montado ao lado do hostess, ganha bônus de 10,00. Ou seja, o ingresso sai a 15,00 e não é preciso enviar e-mails para lista.
Na pista de dança da Xiliquê, que abre às 1h30 no subsolo fértil da Rua Augusta, o elogiado Soul One live mistura bases instrumentais de hip hop e texturas eletrônicas autorais. Os residentes Benjamin Ferreira e este que vos fala completam o gingado. Imperdível!
Autor da divertida "Cavalaska TV" no Youtube, o renomado produtor de dubstep deu um post interessante no seu blog há duas semanas. O artista disponibilizou um pack de samples recheado de wobble bass, aquele famoso grave encorpado e rasgado encontrado também no crack house. São timbres que ele usa em suas próprias músicas e além dos aqruivos de áudio, Cavalaska colocou imagens ilustrativas e dicas rápidas de produção no pacote.
O figurão que recentemente lançou o comentado EP virtual "Are You Dead?" pelo selo canadense Monkey Dub, incentiva agora o gênero em seu país. "Vamos dar um gás na produção brasileira de dubstep e afins. Assim que você fizer o seu som manda o link do SoundCloud pra mim, eu quero ouvir!!!", disse no post.
O compartilhamento "friendly" rola no estilo 'paz e amor' que é a sua cara. "Importante lembrar que se você usar o meu sample-pack nas suas produções, vc não precisa dar credito para mim.. Fo#@-se, afinal de contas, na real tamo tudo junto. Paz".
DUBSTEP x RAP NACIONAL
O skatista paulistano, que anda produzindo basslines em projetos como o Super Fruit live e a Orquestra de Laptops de Santo André, participou de ótima faixa do grupo de rap Julgados Culpados. A track lançada em julho "Alma Que Habita o Corpo" teve participação da expoente cantora de trip hop (pop) Claudia Dorei.
Em seu estúdio caseiro no bairro da Saúde, o cara tem recebido diversos MCs de rap e ragga para incrementar o dubstep nacional, como Dom Lampa e Arcanjo Ras, entre outros. O mais louco é que Cavaslaka grava os vocais de muitos deles num set-up montado no seu próprio guarda-roupas. É mole?
Cavalaska Feat Claudia Dorei & Mc Dom Lampa - Alma que Habita o Corpo (Unmastered version) by cavalaska
(Créditos foto: Elza Cohen)
Com provocações do tipo "..MCs don't like my style, because they do no better..", Beans foi hilário e um dos destaques diurnos do SònarSound 2004 em São Paulo. O camarada High Priest também já tocou na cidade. Nesse época o celebrado núcleo de rimas ativistas Anti-Pop Consortium desmanchou e voltou algumas vezes, até firmar novamente em 2007.
No final do ano passado o grupo nova-iorquino lançou o ótimo álbum “Fluorescent Black” pela Big Dada (Ninja Tune), o primeiro disco autoral e não colaborativo em seis anos. É de se imaginar que o show na Choperia do Sesc Pompéia será um deleite de ineditismo para os fãs brasileiros no dia 28/8.
O festival SubRapCombo 2010 teria sido realizado em junho, mas o quarteto de letras e beats radicais não embarcou no Brasil por imprevistos de Visto. Os filhos bastardos do Public Enemy farão ainda duas datas no interior de Sâo Paulo na rede Sesc, em Ribeirão Preto (25) e São Carlos (27). Os ingressos, que já estão a venda a 20,00 para SP, devem virar fumaça rápido.
O beat-maker M. Sayyid e o MC Earl Blaize também seguem na ativa no APC e vêm junto para o Brasil. Rodrigo Brandão, do Mamelo Sound System, e o papa-experimental Maurício Takara acompanham a mini-turnê. Mais infos no site do Sesc, aqui.
Aqui vai o link direto para o release da gravadora.






