Por: Felippe Senne
* Como o Molotov21 é um canal aberto, este texto nos foi enviado por e-mail e aqui publicamos com objetivo de gerarmos um debate e reflexão. Não reflete necessariamente a opinião do núcleo Molotov21
Pois é, ao invés de nós brasileiros estarmos usando a nossa música pra agitar o mundo, são os gringos que estão fazendo isso. A track #1 de hoje (26 de fevereiro de 2010) no Beatport é uma música brasileira recriada em versão House, e o mais impressionante: produzida por um alemão e remixada por um italiano!
Ao invés de nós brasileiros “atacarmos” o mercado internacional da dance music usando nosso sangue latino, alto astral e swing, nós estamos fazendo o contrário: simplesmente copiando os gringos, perdendo tempo discutindo besteiras ou metendo o pau no Jesus Luz, que na minha opinião faz mais pelo Brasil do que os DJs invejosos que o criticam.
Temos que valorizar nossa cultura e criar movimentos brasileiros dentro da dance music, no mundo inteiro é assim!
Alguns exemplos recentes de movimentos regionais: dutch house, Swedish House Mafia, tech house com influências latinas, o trance europeu, psy trance de Israel… além dos clássicos Detroit Techno e Chicago House.
Vamos nos mexer galera: nós temos tantas influências boas pra usar, pra que nos limitarmos a sempre estar um passo atrás dos gringos copiando o que eles fazem? O cúmulo pra mim é um brasileiro querer produzir minimal techno! Com todo respeito com a galera que curte e investe no gênero, mas esse estilo não tem nada a ver com uma pessoa que vive no Brasil: um país que tem um povo feliz e festeiro, mulheres bonitas, beleza natural, palco do Carnaval, que é a maior festa popular do mundo…
Sei que tem muita gente contribuindo pra mudar isso, como a galera do de Curitiba do Tribo Brazil, o produtor Joe K e uma galera de Sampa que agita produções nacionais, mas na minha opinião todo produtor nacional deve ser obrigar a olhar pra música brasileira como inspiração.
Se continuarmos a fazer dance music sem referências nacionais vamos sempre estar atrás do Funk Carioca, do Sertanejo Universitário, do Pagode, do Emo Rock Nacional e de tudo mais que geralmente quem curte dance music torce o nariz, mas a verdade é que esses gêneros FALAM A MESMA LÍNGUA DO PÚBLICO, tanto na língua portuguesa quanto no swing natural do brasileiro.
Olhe a galera do Rock Metal: o Sepultura explodiu no mundo inteiro depois de fazer um álbum com influências nacionais.
E aí, vamos agitar isso? Ou vamos deixar os gringos fazerem sucesso mundo afora com a NOSSA música? Vou bater na porta dos selos nacionais e sugerir a criação de uma compilação só com tracks com tempero nacional.
Se você concorda comigo, peço que espalhe esse post pra todos os produtores que você conheça, e também pros DJs pra começarem a abrir mais espaço pra “música eletrônica brasileira”.
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acho o seguinte, o importante é fazer som com o coração, com amor e sem seguir ou seguir alguma tendencia. isso vai de cada um. brasileiros, produzam minimal techno, house, electro, samba rock, minimal do terreiro ou oque for mas faça com amor e coração.
mas concordo que tem mta gente que nao olha ou olha com maus olhos oq é brasileiro, o cara mandou bem quando disse que fazer musica com jazz 60tista eh top e com tropicalia eh tosco..... tem mto brasuca assim mas tem mto que nao!
eu mesmo sou um apaixonado por musica etinicas, sempre roubo um sample de coisa brasuca, da mongolia jazz antigo ou qq coisa assim....
isso ae galera o importante eh ouvir e criar com o coração e mente abertas....
PAZ&LUZ
Um dos poucos produtores que, na minha opinião, deram uma cara legal à house com referências brasileiras foi o Basement Jaxx. E ponto. O resto soa quase como um frankstein sonoro.
Agora se esse papo que minimal não combina com Brasil fosse sério o Gui Boratto não teria pq produzir suas músicas. E gostem das produções dele ou não, neste momento ele é o brasileiro que mais bomba na gringa. Sem referências brasileiras.
E no mais tou com o Spark.