Quem não estiver com muita vontade de assistir aos tradicionais desfiles militares de 7 de setembro ou simplesmente ficar descansando no feriadão, pode encontrar em Santa Catarina boas opções de noites a partir de amanhã, 3 de setembro.
O 7 de setembro pode ser considerado o primeiro grande feriado depois do Carnaval e geralmente dá um gostinho do que vem "por aí" no fim do ano na costa do Sul do Brasil, época que tradicionalmente recebe bons eventos.
Em 2010 os dois principais clubes da região de Balneário Camboriú, Warung e Green Valley, contam com programação interessante. Enquanto Warung recebe Charlie May e Ricky Ryan na sexta, 03/09, e Richie Hawtin (foto) e Gui Boratto na segunda, 06/09, o Green Valley anunciou Tocadisco no sábado, 04/09, e Norman Doray também na segunda-feira. É a única apresentação de Hawtin no Brasil antes de uma pequena turnê que o canadense faz pela América do Sul em novembro.
O clube Parador, da Praia do Estaleirinho, recebe Nic Fanciulli em uma festa na tarde de sábado, e Layo e Bushwacka na noite de domingo, que ainda terá Felix DaHouse Cat se apresentando no Blue Coast.
Em Florianópolis a cantora norte-americana Lauryn Hill faz show na sexta-feira no Music Park (anexo ao Pacha). Layo e Bushwacka tocam no recém reaberto Confraria das Artes no sábado, e Mark Knight é atração da Pacha no domingo. A revista House Mag promove, ainda, evento no P12 na tarde de domingo com Fabrício Peçanha e Gustavo Bravetti.
Mais informações nos sites oficiais dos clubes:
O já tradicional evento anual que reúne o clima de grandes festivais na capital paranaense está pronto para decolar. Serão 5 espaços diferentes nesta edição nos quais 3 grandes stages para as atrações eletrônicas (TribalTech, TribalTrance e TribalSession), 1 stage para bandas (Organic Beat) e o espaço para projeção audiovisual (Cinetech).
Some a isso o bacaníssimo laser show dos holandeses da Laser Beam Factory (que roubaram a cena na edição de 2009), um inédito palco com um incrível vídeo mapping, uma mostra exclusiva de artes visuais alternativa no Lounge Lúdico, além de um promissor tempo seco e ensolarado, e temos toda uma expectativa de cenário perfeito para festas ao ar livre.
Os headliners este ano são Green Velvet, Satoshie Tomiie, Technasia, Valentino Kanzyani, Sascha Funke, Wehbba, Eskimo, Tristan, Psynema, Céu, Pedra Branca, Stop Play Moon, Bonde do Rolê e Lovefoxxx.
Com início às 16h do sábado, o festival tem previsão para encerramento às 14h do domingo. Na sequência postaremos fotos e cobertura da TT (abreviação corrente entre os festeiros locais).
Conforme anunciou o Camilo Rocha na sua coluna Bate-Estaca, em 2011 Santa Catarina recebe uma edição do festival Creamfields. Mesmo sem muitas confirmações, já é possível ariscar sem medo de errar algumas coisas a respeito do evento.
Há uma lei estadual catarinense que veda a realização de festas a céu aberto com música eletrônica, o que limita as opções de local basicamente ao clube Green Valley e ao Music Park, complexo em Florianópolis que abriga um palco para shows e os clubes Pacha e Posh.
Como a responsável pela marca Pacha no Brasil é a mesma que está por trás do retorno do Creamfields (Indústria do Entretenimento), e considerando que o Green Valley possui vinculação ao festival Ultra, não pairam muitas dúvidas quanto à escolha do Music Park. Blogs e alguns sites antecipam que a provável data seria 22 de janeiro - coincide com feriados em SP e RJ e está no meio da temporada de verão.
Em relação aos artistas, o que se sabe é que desta vez a edição brasileira será "alinhada" à inglesa. O .::musicness::. apurou que Hernan Cattaneo, Tiga, Armin Van Buuren e Deadmau5 são alguns dos artistas cotados para headliners. Faithless e Laidback Luke foram anunciados para uma festa de lançamento, dia 10 de novembro em São Paulo. Outras festas menores devem percorrer o país em 2011.
Desde 2006 o Creamfields tenta, sem sucesso, emplacar sua marca no Brasil. Mirando o exemplo argentino que se tornou a maior edição mundial do festival, com públicos sempre na casa das 50 mil pessoas, já passou por diversas cidades (Rio, Curitiba, Belo Horizonte). A proposta das versões brasileiras nunca foram muito claras: algumas vezes aproveitaram nomes do evento argentino e em outras abriram espaço para tendas de psy. Ao que tudo indica, no dia 22 de janeiro de 2011, em Florianópolis, mais uma vez o Creamfields vai tentar conquistar seu espaço nas pistas brasileiras.
Danny Howells dá as caras novamente no Warung, nesta sexta-feira (20). Ídolo dos frequentadores desde os primeiros anos de vida do clube, o DJ é lembrado por suas performances históricas na Praia Brava de Itajaí. E essa relação íntima começou quando Howells tocou, como atração principal, nos aniversários de um e dois anos do Warung. No primeiro deles, a festa foi até o meio da tarde. Lembro de gente que saiu de manhã, foi para casa e voltou depois do almoço em família para continuar a balada. Pena que, naquele tempo, quando as praias do sul do Brasil ganharam a alcunha de “a nova Ibiza”, os celulares com câmera eram coisa rara.
Em uma garimpada rápida no Youtube, não encontrei vídeos daquela fase do clube. Se alguém tem um link (não precisa ser só do Howells), manda pro blog que a gente publica!
De qualquer forma, desencavei dois trechos pequenos (das duas apresentações do DJ em 2007) que não refletem nem de longe o que costumam ser as apresentações de Howells no Warung:
Janeiro de 2007
Novembro de 2007
Além de Danny Howells, tocam na pista principal da casa a DJ Aninha e o DJ Paulinho Boghosian. Já o Garden Aimec Stage apresenta os DJs Allan Gee (warm-up) e Logiztik Sounds (Global Underground).
Os ingressos antecipados para a festa com Danny Howells custam R$ 40 (feminino) e R$ 60 (masculino). As compras podem ser feitas aqui: www.ingressocerto.com.
Já nos dias 3 e 6 de setembro, o Warung Beach Club apresenta a Semana da Música Eletrônica 2010, com os DJs Charlie May, Gui Boratto e Ritchie Hawtin como destaques. Fique ligado!
Poucos países protagonizaram uma relação tão intensa com a música contemporânea nos últimos anos como a Alemanha. Talvez devido à ânsia de mudanças e liberdade pós queda do muro, ou talvez simplesmente porque desde os tempos da música erudita a relação com a música seja forte na cultura local. Mas como o objetivo aqui não é investigar causas e conseqüencias, vamos ao que interessa.
Graças à dica de uma leitora do blog (Carla Franco), fui visitar esta semana a exposição "Musik + X". Montada no Insituto Goethe, em Curitiba, ela é dividida em quatro áreas voltadas à música pop, eletrônica, indie e hip-hop. Cada espaço tem vídeos, revistas, fotos, cartazes, objetos e símbolos de cada uma das culturas, além de uma montagem cenográfica que tenta captar a essência de cada gênero.
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É engraçado ver figuras como Kraftwerk e Sven Vath, o selo Kompakt e o clube Berghain expostos quase que como peças de museu. Mas ao mesmo tempo dá uma certa pontinha de satisfação ao ver que este movimento é tão valorizado na Alemanha, a ponto de já ser reverenciado como parte indissociável da cultura musical nacional.
A exposição fica em Curitiba até dia 20 de Agosto, no Instituto Goethe. Depois parte para São Paulo, onde fica de 21 de Setembro até 17 de Outubro no Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso).
Mais infos aqui: www.goethe.de/brasil/mux
Apresentações em formato live geralmente têm como maior apelo o fato de proporcionar aos artistas possibilidades diferentes daquelas dos sets tradicionais. No caso do trio francês dOP parece haver uma vontade explícita em levar esta questão ao seu limite, dada a intensidade e principalmente, o inusitado dos shows que notabilizaram o grupo nos últimos dois anos.
Clement Zemstov, Damien Vandesande e Jonathan "JoJo" Illel se conhecem há 25 anos. Damien já foi cozinheiro, Jonathan vendia cigarros e bebidas em praias francesas e Clément jogou futebol profissional, chegando a atuar pelo Paris Saint-Germain. Trajetórias tão diferentes se uniram quando os três amigos de infância decidiram formar uma banda no meio da década de 1990. A banda passeou por diversos gêneros como jazz, reggae, música clássica e hip-hop até sofrer com a morte do guitarrista, Ramon, e então ser introduzida à música eletrônica em 2007: “Não tivemos um histórico na música eletrônica, daí não termos estas influencias óbvias de outros artistas franceses como Daft Punk, por exemplo. Quem nos apresentou à música eletrônica foi o Noze (dupla francesa)”.
Numa espécie de homenagem póstuma ao ex-integrante falecido, nunca mais o grupo usou guitarras em seus shows. Mas esta ausência não parece fazer falta, e tampouco é capaz de descaracterizar a apresentação deles como um legítimo show. O traço característico das faixas e sets do dOP não podia ser outro senão a fusão de elementos diferentes, não exatamente comuns na eletrônica e herança inquestionável do passado eclético. “Não nos vemos como um grupo de música eletrônica. Somos uma banda que atualmente está fazendo música eletrônica. Em um ou dois anos podemos estar fazendo outra coisa”. A voz de Jojo ora remete ao hip-hop ora ao reggae, e se mistura à músicas que também variam por gêneros eletrônicos distintos. Tudo parece ser realmente orientado pela espontaneidade.
No dia 30 de julho o dOP fez sua estréia no Brasil em uma apresentação no clube curitibano Vibe. Excitado pela primeira visita ao país, o grupo revelou que está fazendo um documentário no qual mostra diversas gigs e cenas de bastidores. O show em Curitiba durou pouco mais de duas horas, e foi marcado pela irreverência do trio e a interação, por vezes quase exagerada, com o público: “Não gostamos de regras na hora de fazer nossa música,assim como não planejamos como serão as nossas apresentações. Não temos qualquer fixação em ferramentas específicas ou por computadores, não somos exatamente geeks. Somos apaixonados por música e ponto.”
Jojo começou o show em um pequeno palco montado no meio da pista de dança. Em pouco tempo passou a cantar enquanto caminhava pelo clube lotado, até subir à cabine e tirar a camisa e depois, a bermuda, ficando apenas com um shorts de banho. Em pouco tempo o vocalista começou a compartilhar garrafas de vodka com quem se arriscava a abrir a boca sob a sua mira. E durante todo o set foi assim: uma intensa "troca" entre público e artistas, que não foi interrompida em nenhum momento até o fim.
Sobre os limites que os eventuais exageros devem ter, o trio é sincero: “Vemos que chegamos no limite quando percebemos que algo está dando errado. Se param o nosso som antes que nossa apresentação termine, é um sinal de que fomos longe demais. Recentemente, num festival em Portugal Jojo baixou a grade de proteção da frente do palco e chamou o público para subir ali com a gente. Ali sim acho que fomos longe demais”.
Não foi preciso parar o som para o dOP em Curitiba. E se isso não significa que eles tenham ido longe demais, ficou a certeza de que eles foram, sim, a um ponto que poucos artistas podem - ou conseguem - chegar.
Não, você não leu "bobagem coletiva", mas sim "blogagem". O neologismo faz parte da ótima idéia do amigo Ilan Kriger, uma dessas figuras versáteis que dedica seu tempo e energia em prol da música eletrônica em várias frentes - Ilan é DJ, produtor, blogueiro, colunista da revista House Mag e um dos responsáveis pela AIMEC, provavelmente a maior rede de escolas de discotecagem e produção do país.
Na última edição da revista House Mag, Ilan fez uma matéria interessante na qual abordou 18 sites e/ou blogs que tratam de música eletrônica, dentre os quais o musicness. O mote da pauta era mostrar um pouco do trabalho destes veículos, qualificados por Ilan como fontes "seguras" de informação. O passo seguinte foi propor uma blogagem coletiva dos 18 veículos citados, abordando o tema "Música Eletrônica na Nova Intenet Brasileira", razão pela qual cá estou fazendo este post!
Bem, o tema proposto é amplo e merece, seguramente, muito mais que uma postagem, mas provavelmente várias. Entretanto, como a idéia é ser breve, não vou me estender muito. Acredito, e tomo a liberdade de falar em nome dos demais autores do blog, que a internet é quase que um componente da música eletrônica atual. Difícil imaginar que toda essa cultura que nos apaixona e nos motiva seria tão difundida sem um instrumento como a web, notadamente em um país como o Brasil, com cenários tão distantes mas em muitos casos, muito parecidos.
O mais legal disso tudo é perceber que aos poucos vai ganhando corpo a possibilidade de se criar uma grande e sólida rede de veículos, pessoas e instituições conectadas em prol de um objetivo comum. Isto pode fortalecer a cultura em torno da música, e tenho certeza que estimula não apenas a troca de informações, como principalmente a formação de uma massa crítica, indispensável se pensarmos em termos de qualidade daquilo que queremos para a música eletrônica brasileira.
Além do musicness, os seguintes sites/blogs também participaram:
http://bateestaca.virgula.uol.com.br/
http://tododjjasambou.virgula.uol.com.br/
http://redemulticult.com.br/
http://porradj.tumblr.com/
http://housemag.com.br/
http://factoide.wordpress.com/
http://dexixer.com/
http://bitproduction.com/
http://projectdor.com/
http://www.ilankriger.net/
http://aimec.com.br/
http://ebeatz.ning.com/
http://www.felippesenne.com/
http://jarriermodrow.com/
http://claudinhobrasil.com/blog
http://www.mateusb.net/
http://www.melodybox.com.br/
Ah, e por último, mas não menos importante: a revista House Mag está comemorando 3 anos e vai fazer uma festa neste sábado, no clube catarinense Green Valley. A equipe do musicness tem orgulho de participar e fazer parte da história deste que é, seguramente, um dos principais veículos impressos (se não o principal, se tratando de uma publicação 100% brasileira) que trabalham pela música eletrônica no país! Parabéns e vida longa à revista!
Está agitado o circuito noturno de Curitiba nesta sexta e sábado. Tem pra todos os gostos, se liga aí:
Sexta
A Vibe tem a volta do projeto Robotika com os DJs Aninha, Raul Aguilera, Mauro Farina e Rafael Rosa. O Danghai faz aniversário de 1 ano com o internacional Adam K. Na Awake tocam os DJs Paulinho Boghosian e Gúy Pinheiro. Já a Clowny Party na Academia Da Cachaça (!) tem as bandas Subburbia e Rockajenny além dos DJs Crespo e Clarissa. No On Lounge a noite Só O Soul Salva tem os DJs Murillo, Christopher Kelly e Isa Todt. E no Kubrick Bar acontece a noite de bootlegs Reboot com Feiges, Renan F. e Murillo.
Sábado
A Vibe tem a atração internacional Marc Romboy junto com a dupla Shitsu e Spawn e Mário Deluca. Na Lique tocam na noite Classic os DJs Buga, Gui Pimentel e Silvio Conchon. E a festa Groovelicious deve agitar o Santa Causa com o britânico Murray Richardson, além de C-Mann, Renan Mendes e Dyve. E a trash e debochada Plastic no clubinho Atary tem line-up extenso encabeçado pelo promoter e residente Pedrô Hilton.




