Conheça Gabriel Nascimbeni, único participantes brasileiro da Red Bull Music Academy 2010
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Conheça Gabriel Nascimbeni, único participantes brasileiro da Red Bull Music Academy 2010
Músico participa hoje do programa Red Bull Music Academy Radio na Oi Fm
11.03.10 14:05
 
"Canção popular melodramática". Assim se define, de livre vontade, o músico Gabriel Nascimbeni, único representante canarinho na edição 2010 da Red Bull Music Academy 2010.

Convidado do programa Red Bull Music Academy Radio (na Oi Fm) dessa quinta-feira, ele vai contar como foi a viagem para Londres, onde passou quinze dias imerso em estúdios para ver palestras e participar de workshops sobre produção musical, como a do Don Letts. Aproveitamos a oportunidade pra falar com ele sobre o processo de seleção e os resultados imediatos da experiência na academia. Leia abaixo.

Como surgiu a ideia de inscrever-se para o Red Bull Music Academy 2010? Já tinha ouvido falar do projeto anteriormente?

Em 2008, participei de uma mini edição do projeto, aqui em São Paulo, na qual fui apresentado ao Red Bull Music Academy. Nesse ano, estavam abertas as inscrições para Barcelona. Me inscrevi, mas não fui selecionado. Em 2009, entrei no site do RBMA e vi que estavam abertas as inscrições para Londres e tentei novamente. Dessa vez caprichei na escolha das músicas e preenchi o formulário com mais cuidado. Acabei sendo selecionado.

Quais músicas do seu trabalho você selecionou para a fase de inscrição e porquê?

Eu tenho bastante coisa produzida por hobbie, em que brinco mais com a questão eletrônica. Aquilo que me define como artista é a canção, que costumo compor no violão. Nessa seleção para Londres, decidi focar esse lado do meu trabalho. Dei especial atenção para as minhas músicas do myspace, que tinha acabado de produzir, com meu parceiro Omar Buchaim - que é especialista em áudio e pôde elevar o trabalho a um patamar mais profissional. Além dessas músicas, coloquei outras canções que havia produzido em casa.

Samba e bossa nova aparecem como referências para o seu trabalho. Qual foi o seu primeiro contato com estes gêneros musicais?
Sempre tive contato com diversos tipos de músicas, pois meus pais sempre ouviram muita coisa, desde o rock até o jazz, passando pela música brasileira. Mas meu interesse por esses gêneros veio mais tarde. Comecei tocando punk rock com os amigos do colégio e, durante um bom tempo, toda minha energia musical foi voltada às guitarras distorcidas de bandas como NOFX, Bad Religion, Ramones, Rancid, entre outras. Aos poucos, comecei a ouvir outras coisas e me interessar por elas. Fui particularmente cativado pelo jazz e pela música brasileira. Comprei alguns songbooks de artistas que me interessavam como Chico Buarque e Tom Jobim, e passei a estudar como eles faziam aquelas músicas. Eu sempre compus desde que comecei a aprender a tocar violão. Então, das canções de punk rock para as canções mais brasileiras, foi um movimento natural, que acompanhou uma mudança de meu interesse por novos estilos.

Como você acha que ver caras como o Don Letts, Carl Craig e outros, em ação, passando dicas e informações, pode ajudar no desenvolvimento do seu trabalho como artista?

Acho que o mais importante de tudo isso aqui e sentir-se como participante ativo do mundo da musica, produzindo musica 24 horas por dia, por duas semanas. As conversas sao num nivel muito legal, de igual para igual, e nos dao seguranca e inspiracao para continuarmos nosso trabalho.

Como foi a integração com os outros participantes?

Muito legal. Tentei interagir com todo mundo, apesar de me aproximar mais dos latinos. Compus uma cancao com o australiano Ross e com a cantora inglesa Katy B. Foi muito interessante, pois uma parte e cantada em portugues e a outra em ingles. Tem gente do Mexico, Espanha, Estados Unidos, Africa do Sul, Nova Zelandia, Australia, Polonia, Alemanha, Portugal, Austria, Italia, Japao, Inglaterra, Irlanda (espero nao estar esquecendo nenhuma nacionalidade). Nos temos a disposicao 8 salas com equipamentos para gravarmos e produzirmos, fora uma grande sala de gravacao no andar de baixo, com equipamentos de primeira linha e gente capaz de lidar com eles. Espero que todos os contatos fiquem para o mundo fora da academia e que oportunidades de trabalhar com musica em qualquer lugar do mundo apareçam a partir daqui.

Ouviu/conheceu algum som/produtor em especial que acha que devemos ficar de olho?

Conheci o cara que mixou o cd do D'angelo, Russell Elevado, e achei muito impressionante seu trabalho. Tem o Juan Son, um dos participantes, que e um artista mexicano muito original.

Qual seria a sua play list para o programa Red Bull Music Academy Radio, no ar pela Oi FM?

Acho que montaria uma playlist abrasileirada, com músicas como Sandra (Gilberto Gil), Falsa Baiana (com João Gilberto), Canto da Ema (João do Vale), A Ponte (Lenine), Coisa nº 7 (Moacir Santos), Minha Esquina (Paulo César Pinheiro), Fica Mal com Deus (Quarteto Novo), Eu Sambo Mesmo (com a Roberta Sá), Todos os Olhos (Tom Zé), Cotidiano (Chico Buarque), Rainha (Céu), O Último Pau-de-Arara (com Clara Nunes), Serrado (Djavan), Bala com Bala (Elis Regina), Bebete Vãobora (Jorge Ben), Espelho (João Nogueira), Samba a Dois (Los Hermanos), Para Lennon e MacCartney (Milton Nascimento), O Cidadão do Mundo (Chico Science & Nação Zumbi), Tinindo Trincando (Novos Baianos), Miudinho (Paulinho da Viola) e Gema (com Teresa Cristina).

RED BULL MUSIC ACADEMY RADIO
Na Oi FM, quintas, 22h
Apresentação de Leo Madeira
Veiculado via rádio nas cidades de São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto, Santos, Rio de Janeiro, Vitória, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre e Recife.
Disponível também na web, no dia seguinte à veiculação do programa inédito.

colaborou: Giovana Mollona, da Red Bull Brasil - obrigado!

Gaía Passarelli
Gaía Passarelli
YYSSW
comentários
1 comentários
Lorenz Rojas
Lorenz Rojas(12.03.10)
1AprovadoQueima
Pooxa! Apenas um brasileiro no RBMA! Parabens Gabriel e obrigado a Gaía por apresenta lo!