O som ingênuo e delicioso de Merril Garbus tem tudo para se tornar uma das sensações da segunda metade de 2010.
A norte-americana Merril Garbus vem trilhando um caminho interessante com o
Tune Yards. Com uma experiência musical que se restringia a banda Sister Suvi, seu projeto solo vem alcançando novos níveis de reconhecimento e chamou a atenção do selo independente
4AD, casa de Ariel Pink, The National e TV on The Radio. Seu primeiro disco,
Bird-Brains, recebeu críticas entusiasmadas de diversos veículos especializados. Recentemente, Merril excursionou com o também aclamado
Dirty Projectors, credenciando o Tune Yards como uma das atrações experimentais mais bacanas do momento.
Enquanto o Dirty Projectors vai por um caminho quase barroco, o Tune Yards pega uma via mais ingênua.
Bird-Brains foi gravado com equipamentos lo-fi e softwares semi-profissionais. Os métodos, porém, não tornam o som do Tune Yards menos arrebatador.
Em momentos como na faixa "Hatari", a voz de Merril se entrelaça como um tear faria, criando um tecido colorido, um patchwork naïf digital. Em outros momentos como "FIYA", o Tune Yards coloca samples de sinos e máquinas registradoras junto de melodias delicadas, em tons maiores, e atmosferas de risadas e crianças brincando.
Merril intrepretando a faixa "Hatari" ao vivo.
Por mais que a produção quase infantil das faixas seja muito interessante, a voz de Merril é a força motriz das canções. Com uma sensibilidade para arranjos vocais pegajosos e harmonias vocais consigo mesma, as canções do Tune Yards dão vazão a uma vitalidade incrível. Independentemente do registro, seja o folk, o r&b, o pop ou a eletrônica caseira, existe um frescor nas composições que deixa qualquer um boquiaberto.
"Real Live Flesh". Preste atenção no pedal que loopa a voz de Merril.
Merril faz a linha "one-woman show". Toca ukelele (o cavaquinho indie), bateria, faz loops com a própria voz e se mostra performática em cima dos palcos. Quem presenciou seus shows, dá conta de uma artista no topo de sua forma, brilhando mais forte que qualquer atração anterior ou posterior. Com um pouco mais de cuidado na pós produção das faixas, o Tune Yards tem tudo para se tornar uma grande força no cenário independente mundial.
é a era do loop!
Já ouviu El Ten Eleven? eles tb usam de maneira bem interessante! saca só: http://www.youtube.com/watch?v=UBTUAHGpQqE
Quando eu tiver mais tempo volto aqui para comentar na calma.