Aconteceu em Montreal, no fim de semana passado (8-9/9) a segunda edição do Osheaga Festival Musique et Arts. O evento foi realizado num dos parques mais bonitos da cidade, o Jean Drapeau, que também é residência de uma das festas de musica eletrônica mais conhecidas do Canadá, o Piknic Eletromix.
Composto por dois palcos principais e outros dois menores, além do Salão de Artes, o Festival mostrou em dois dias uma média de 65 bandas de vários estilos e partes do mundo.
Debaixo de um calor que beirava os 35 graus, o cantor Rahzel, membro do lendario grupo de hip hop The Roots, abriu o palco Scène Telus de la Rivière, em parceria com o DJ JS-I para um pequeno publico.
Em seguida, no palco Scène de la Montagne, o inglês Jamie T, apontado pelos criticos como o "grande nome do ano" - faz um show morno e bem chato pruma platéia já numerosa, mas que ficou apática.
Enquanto isto, no Scène des Arbres, a novata banda The Heights, que lançou seu primeiro album,
Toys and the Kings, no inicio do mês\" tocava seu rock com influência de bandas como The Strokes e Husker Du e era aplaudida por uma platéia praticamente 100% feminina.
Uma das bandas mais esperadas para a tarde de sábado eram os ingleses do Editors. Num show onde todas as músicas do seu mais recente álbum,
An End Has a Start, foram apresentadas pelo vocalista Tom Smith.
Acaba Editors, e uma das bandas pioneiras na cena alternativa de Quebec, o Xavier Caféine, é aplaudido calorosamente pelos fãs, velhos conhecedores de suas músicas regadas a humor negro, poesia e política.
Patrick Watson é um californiano-quebecois de voz grave com repertório que varia entre o clássico contemporâneo e a música eletrônica, passando por jazz, folk e rock. No seu show, a platéia cantava todas as músicas e vibrava a cada agudo dado pelo cantor.
Enquanto isso, no Scène Meg os irmãos Gaetan e Julien Kesher, mais conhecidos por Adam Kesher Band tocavam seu rock'n'roll eletronico que lembrava e muito o The Rapture.
No começo da noite o frio canadense começa a dar as caras. Mas nada que intimide a enorme platéia que aguardava pela cantora canadense Feist com seu rock intimista e melodioso. Depois veio Damien Rice, que fez um show intenso e com diversas conversas em francês com a platéia que animada, respondia, aplaudia e pedia bis.
The Smashing Pumpkins era com certeza a banda do dia e com o maior tempo de apresentação também. Fez um show sério e com repertorio calcado muito mais no seu álbum mais recente e apenas duas músicas dos mais antigos. Billy Corgan continua um maestro no palco.
DOMINGOA cara do dia foi fria e cinzenta, mas teve mais público que o sábado. O primeiro show do dia foi do trio de indie rock We Are Scientists. Na seqüência, o promissor, e lindo - cantor Paolo Nutini e sua voz por vezes rouca por vezes grave, mas sempre inebriante, sobe ao palco para um publico muito mais animado e que cantava todas as letras.
O trio composto pelas belas Heather D'Angelo, Erika Forester e Annie Hart era uma das principais atrações do singelo e escondido palco Scène Meg. Mesmo com os problemas técnicos, elas, mais conhecidas como Au Revoir Simone, fizeram um show aplaudido e festejado pela numerosa platéia que parecia estar ali somente para vê-las.
Arctic Monkeys

Final de tarde e os shows mais comentados e esperados do dia se iniciam. Primeiramente veio Arctic Monkeys, com um repertório baseado em todos os singles da banda num show que teve 25 minutos a mais do que deveria ter, mas não que isso tenha desagradado a alguém. Na seqüência, Macy Gray fez o show mais divertido do dia - o que era esperado - com músicas variadas e arranjos inusitados pros hits já conhecidos.
O grupo franco-argentino Gotan Project fez um show impecável. Trajes de gala, sincronia entre musica e imagem e mais de 30 mil pessoas presentes. Pena que na metade do show, metade da platéia foi procurar um bom lugar para ver Interpol.
Quanto a eles, apresentaram um show em azul e violeta para uma platéia vestida como a banda. Contrariando Arctic Monkeys, a banda preferiu tocar os "lado b". De hits, somente "Slow Hands" e "Evil".
Finalizando a empreitada, subiram aos palcos os ingleses do Bloc Party, que não decepcionaram e terminaram seu show perto da meia noite.
beijos!